A revolta de Roberto Carlos com Galvão Bueno me faz pensar sobre as relações entre jornalistas e jogadores, técnicos e dirigentes.Para ilustrar o que diz Tostão, um exemplo clássico do quanto os jogadores querem e gostam de aparecer na Globo. O atacante Fred praticamente se escalou para ser personagem de uma daquelas reportagens-premonições do repórter Régis Rösing, que fazem sucesso, mas que eu particularmente não vejo graça porque o texto é sempre muito ruim e piegas. A reportagem com Fred foi ao ar ontem, no Esporte Espetacular, já disponível no Globo.com. Assista.
Quando jogava, havia, mais que hoje, jornalistas que não só assumiam as paixões pelos clubes, como também apenas defendiam e exaltavam seus times. Existia, em Minas, um colunista que só falava do Atlético, outro, só do Cruzeiro e um terceiro, só do América.
Em um clássico entre Atlético e Cruzeiro, dei um drible em meu marcador, que ficou de joelhos. O colunista atleticano, amargurado com a derrota, es creveu que o jogador do Atlético deveria ter me dado um soco para salvar a honra do clube. (...)
A TV Globo não faz excelentes trabalhos e dá ótimos furos somente porque tem competência, ótimos profissionais, além de privilégios. É também porque os jogadores, técnicos e dirigentes adoram aparecer na Globo. Cria-se um vínculo com a TV. Mas quem decide se haverá elogios ou críticas é a audiência. Os atletas, de excessivamente elogiados, passam a ser duramente criticados, como na eliminação do Brasil, em 2006. Daí a revolta de Roberto Carlos.
O jornalista tem de estar perto da fonte e das notícias e, ao mesmo tempo, ter um distanciamento crítico.
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É fácil colocar a culpa nos outros, e isso tá virando moda no Brasil. A culpa do terremoto no Haiti é dos americanos, a culpa da incompetência do governo é da herança maldita, a culpa da desgraça das enchentes é da chuva... Povo que não assume responsabilidades não tem futuro.
ResponderExcluirAlexandre, as "reportagens" do RR me embrulham o estômago. Texto ruim, BG piegas e pretensamente épicos, e muita intimidade falsa com os entrevistados...
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