Congresso em Foco - Quando o vídeo saiu, e começou a correr pela internet, muitas vezes ele era replicado com palavras de estímulo. Você se sente como uma espécie de modelo?Na entrevista, concedida ao repórter Mário Coelho, Amanda também avalia questões da educação no Brasil como o não-pagamento do piso nacional dos professores (motivo de greve em Santa Catarina, por exemplo), além de comentar a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo. A professora também fala sobre o Blog da Amanda que ela abriu depois de toda a repercussão do vídeo.
Amanda Gurgel - A minha preocupação era que as pessoas passassem a me ver como uma mártir da educação, uma heroína. Eu tenho tido essa preocupação de dizer que eu não sou capaz de fazer nada sozinha, que o que pode determinar uma transformação para o quadro que vivemos é a mobilização de todos. Neste sentido, eu acho importante que as pessoas se espelhem em mim. Afinal de contas, esta sempre foi a minha atividade, desde que eu entrei para o magistério. Logo que eu entrei, já aderi à primeira greve. Até me orgulharia de ser um modelo a ser seguido. Não por aquela fala na audiência ou por esta repercussão, mas pela história mesmo de militância que as pessoas devem fazer. Que é nossa obrigação enquanto trabalhador em educação, que não se deixa levar pelo discurso da mídia de que nossas greves é que prejudicam os alunos. Os alunos são prejudicados pelas condições das escolas.
Leia a entrevista completa no Congresso em Foco.
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