Folha de S.Paulo - Você cresceu lendo quadrinhos e se graduou em jornalismo. Quando essas duas coisas se fundiram?
Joe Sacco - Isso aconteceu quando eu fui para o Oriente Médio pela primeira vez, no início dos anos 90. Naquela época, como eu não encontrava um trabalho legal como repórter, resolvi ser cartunista. Vivia em Berlim, desenhando HQs, pôsters de rock e capas dos discos de bandas como Yo La Tengo, Soundgarden e Mudhoney. Mas eu queria saber o que estava acontecendo no mundo. Resolvi viajar para o Oriente Médio e escrever uma história em quadrinhos sobre minhas experiências lá. Só que um impulso jornalístico falou mais alto! Ao chegar lá, criei rotinas metódicas de entrevistas e anotações. Afinal, eu havia sido treinado para aquilo na universidade: coletar e reunir pedaços de informações que formem um todo. Voltei para casa e comecei a desenhar gibis que tinham um espírito jornalístico forte. Foi um processo orgânico. Juntei dois amores: os quadrinhos, que eram meu modo de vida na época, e o jornalismo, que foi algo sempre muito importante para mim.
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