Na opinião do jornalista, o resultado deste cenário é uma desvalorização inédita no preço cobrado pelos transmissores de informações e noticias. Mas em compensação, Castilho destaca uma tendência que reafirma a gestão/organização do conteúdo como um caminho possível e quem sabe até rentável para a internet. “Os usuários da internet passaram a dar cada vez mais atenção aos sites que os ajudam a encontrar a notícia que procuram e que, quase sempre, está perdida no meio do chamado entulho informativo”, escreve Castilho.
Como praticante da gestão/organização de conteúdo disponível na internet, acredito que esta seja realmente uma estratégia de sucesso na (atual) internet. Não descarto a produção de conteúdo, muito pelo contrário. Mas é inegável que já existe uma quantidade imensa de posts, vídeos, fotos, etc. espalhados pelos mais diversos canais (internos e externos), que podem ter grande qualidade, mas correm o risco de cair num limbo, sem conquistar a visibilidade merecida. O Rock SC, meu projeto musical que reúne vídeos de bandas de Santa Catarina num único endereço, é um exemplo do que venho fazendo tendo a organização de conteúdo como eixo. Os vídeos oficiais ou de fãs são produzidos, vão para o YouTube, para canais das bandas na internet e ficam restritos a este circuito sem que muitas vezes cheguem ao conhecimento de outros músicos e até de outros veículos de TV, rádio e jornal.
As listas criadas a partir do Twitter, o álbum coletivo gerado no Flickr com fotos da Ponte Hercílio Luz e as narrativas produzidas com o Storify também se encaixam nestas ações de gestão/organização de conteúdo. Pense nisso. Eu já estou pensando... :)
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