Reproduzo abaixo o post que escrevi sobre Osmar Santos em julho de 2004, quando do lançamento da biografia Osmar Santos - O milagre da vida.
Ripa na chulipa
Felizmente, tive a oportunidade de ouvir, num velho rádio Philips, Osmar narrando pela rádio Globo, de São Paulo. E era realmente empolgante. Era um narrador preciso, mas acima de tudo bem-humorado e cativante. Como ficar indiferente ao ouvir expressões como “pisou no tomate”, para identificar uma jogada ruim, ou a clássica “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”, que indicava o momento do chute ao gol? Sem falar no mais famoso grito de gol do rádio do Brasil: “Iiiiihhhh quiiiiiiiiii gooooolllllll!!!!”.
No sábado, quando comecei a leitura do livro, pela manhã, estava ouvindo o Jornal da CBN e aquela edição foi encerrada com uma homenagem aos 10 anos do Tetra. E para marcar a data, a CBN, que pertence ao Sistema Globo de Rádio, reproduziu todas as cobranças de pênaltis entre Brasil e Itália na final de 1994, na narração dele, Osmar Santos.
Emocionante. Ainda mais pelo fato de que o destino (palavra muito citada no livro) permitiu que o melhor narrador do rádio brasileiro tivesse a possibilidade de transmitir a vitória do Brasil em uma Copa do Mundo. Meses depois, Osmar não seria mais o mesmo.
Osmar teve passagens pela TV como narrador da Copa de 1986 pela Globo, onde também apresentou um programa de auditório, assim como na extinta TV Manchete. Também ficou marcado como o mestre de cerimônias das manifestações da campanha das Diretas Já.
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