Coluna Extra: Dia Mundial do Rock
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sábado, 14 de julho de 2012

Stones no parque

Ainda no clima dos 50 anos dos Rolling Stones, festejados na quinta-feira, e do Dia Mundial do Rock, comemorado ontem, em vez de um disco completo para ouvir neste sábado, resolvi postar um documentário clássico de Mick Jagger e banda: The Stones in the park, gravado em 5 de julho de 1969 durante apresentação no Hyde Park, em Londres, dois dias após a morte de Brian Jones, guitarrista e fundador da banda. Tenho o DVD faz alguns anos e é realmente um momento único dos Stones diante de uma plateia estimada em 500 mil pessoas. Não encontrei a versão com legendas para facilitar a compreensão das entrevistas, o que é um detalhe diante da performance da banda em clássicos como “Satisfaction”, “I'm free”, “Jumping Jack Flash” e outros.

Assista.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O oposto da zorratotalização

Os veteranos Paulo Soares e Antero Greco não tentam. Eles são espontâneos na apresentação da edição da noite do Sportcenter, no canal ESPN Brasil. Na noite de ontem, o clima descontraído, uma marca da dupla que deixa o programa ainda melhor, foi além dos acessos de risos de Soares ou das inticadas de Greco. De carona no Dia Mundial do Rock, eles apresentaram o último bloco inteiro do Sportcenter com uma homenagem ao Kiss. Momento histórico da TV brasileira. Divertido, longe de ser engraçadinho.

Assista.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Assim nasceu o Dia Mundial do Rock...

No dia 13 de julho de 1985, há 25 anos, por iniciativa do cantor e compositor Bob Geldof, grandes nomes do rock se reuniram para a realização do Live Aid, certamente o show beneficente mais importante da história. Criado por Geldof para arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia, o Live Aid contou com shows simultâneos em Londres e na Filadélfia e apresentações em Sydney, Moscou e Tóquio e obteve uma das maiores audiências da história da TV. Desde então, pela importância da iniciativa (não só musical, mas também política e social), o 13 de julho passou a ser conhecido como o Dia Mundial do Rock.

E o ponto de partida do Live Aid foi “Do They Know It's Christmas?”, composição de Bob Geldof, gravada por músicos britânicos e irlandeses, lançada em compacto em 1984 também com renda revertida para a Etiópia, e que inspirou outras iniciativas como o USA For Africa (do hino “We are the World”). E ao som de “Do They Know It's Christmas?”, o show daquele histórico 13 de julho de 1985 foi encerrado. Assista (e veja quantos ídolos você reconhece no palco).



Saiba mais sobre o Live Aid.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

#followrockday para indicar e homenagear twitters do BRock

Além de ouvir seu disco de rock preferido no último volume e de conferir uma das muitas festas que devem rolar aí na sua cidade, o que mais dá para fazer para celebrar o Dia Mundial do Rock, comemorado neste 13 de julho? Da minha parte, resolvi fazer um #followrockday para homenagear cinco nomes importantes do rock brasileiro dos anos 80 e que estão diariariamente no Twitter, twittando, retwittando, respondendo e interagindo entre si e com seus fãs. Roger Moreira (@roxmo), do Ultraje a Rigor, Leo Jaime (@leojaime), Ritchie (@ritchieguy), Kid Vinil (@kidviniloficial) e Leoni (@leoni_a_jato), ex-Kid Abelha, são autores de muitos dos sucessos que dominaram a programação das rádios e da TV e embalaram muitas festinhas americanas. E mais do que isso: despertaram em muitos da minha geração (adolescentes nos anos 80) o interesse pela música, servindo inclusive de ponto de partida para a descoberta do que havia sido produzido antes. É por tudo isso que convido os leitores a acompanharem o que eles tem a dizer no Dia Mundial do Rock, nos mesmos moldes do #followday de um jeito diferente que publiquei no dia 3 de julho. Ou seja, clicando na tela do CoveritLive abaixo para conferir os posts publicados pelos cinco no Twitter durante todo o dia.



[Siga as atualizações do Coluna Extra pelo Twitter: http://twitter.com/colunaextra.]

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Veja (e ouça) Johnny Cash

No Dia Mundial do Rock, assisti finalmente ao filme Johnny e June, que conta uma parte das vidas do cantor Johnny Cash e de sua esposa, June Carter. Filme para ver e rever muitas vezes. Ótima história de amor e redenção, baseada na autobiografia de Cash (falecido em 2003, aos 71 anos, poucos meses após a morte de June, aos 73), e com atuações marcantes de Joaquim Phoenix e Reese Whisterpoon (vencedora do Oscar pelo papel de June Carter). E tudo isso envolvido pelas músicas do “homem de negro”, como Cash era chamado por se vestir de preto, com forte influência country e na maioria das vezes com letras “cortantes”, como dizem no filme - uma raridade para a época.
Visita recomendada: www.johnnycash.com
Leia também: Disco póstumo de Johnny Cash lidera vendas no EUA (13/07)
E o Elvis?
Cash é mais um dos astros surgidos na primeira leva do rock a ganhar um filme primoroso. Antes dele, Buddy Holly (em Buddy Holly Story), Ritchie Valens (em La Bamba) e Jerry Lee Lewis (em Great Balls on Fire) já haviam recebido homenagens de qualidade, ao contrário, por exemplo, de Little Richards, que teve sua importante trajetória contada num filme de quinta categoria. Curiosamente, ainda não se fez um filme decente sobre a história de Elvis Presley, o astro maior (o mais popular, pelo menos) daquela turma. Lembro apenas da vida do Rei do Rock ter sido contada num telefilme muito ruim e caricato (exibido pelo SBT, se não me engano).

quarta-feira, 13 de julho de 2005

7 notas # 03

Afinado com o Dia Mundial do Rock!

Hoje é dia de rock
O rock nasceu em meados da década de 50, mas só ganhou seu dia em 1985, exatamente no dia 13 de julho daquele ano, quando aconteceu a primeira edição do Live Aid. A data nunca teve apelo comercial como outras datas comemorativas. Tem mais o caráter celebrativo. Ou seja, hoje, mais do que outro dia do ano, é dia de rock! (Ouça no volume máximo!!!)

O rótulo
Coube ao radialista Allan Freed a “sacada genial” de batizar de “rock and roll” a música de Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley, Carl Perkis, Bill Halley, Jerry Lee Lewis e tantos outros pioneiros da década de 50. Originalmente, a expressão, retirada de um blues, teria uma conotação sexual (algo do tipo “deitar e rolar”). Depois, na década de 60, talvez numa prova de intimidade com a juventude da época, a formalidade ficou de lado e o “rock and roll” passou a ser apenas “rock”. E de lá para cá, “rock” virou uma espécie de “marca guarda-chuva”, que engloba rockabilly, hard-rock, heavy metal, punk, pop-rock, new wave, reggae, progressivo, folk-rock, surf music, grunge, brit-pop e tantos outros estilos.

Leitura recomendada
“Por Dentro do Rock” é um livro mais do que recomendado para quem gosta de saber mais sobre rock. O livro reúne uma série de entrevistas do jornalista americano Bill Flanagan com os maiores compositores da história (na edição brasileira só faltou a entrevista com Paul McCartney - só :)). Bob Dylan, Bono Vox, Chuck Berry, Mick Jagger, Keith Richards, Sting, James Taylor, Elvis Costello, entre outros, contam em detalhes como é processo de composição utilizado por eles.

Histórias curiosas
“Por Dentro do Rock” foi lançado no Brasil em 1986 e não deve ser muito fácil de encontrar nas livrarias e sebos. Mas vale o esforço para conhecer histórias curiosas como a de Neil Young que conta que gosta de compor enquanto dirige ou Keith Richards que acredita que “arte” seja apenas as iniciais de “Arthur”, enquanto Tom Waits se imagina dentro de um aquário enquanto compõe. Sting, por sua vez, revela que escreveu “Every breath you take” ligeiramente inspirado em “Stand by me” e “Do-do-do Da-da-da” com a intenção de fazer uma canção ao estilo de “Twist and Shout”, que não diz absolutamente nada. Um livro remendado também para compositores.

Dual disc
Aos poucos o “dual disc” (de um lado CD, do outro lado DVD) começa a aparecer no mercado brasileiro. Depois da banda Matanza, do Rio de Janeiro, é a vez dos capixabas da Dead Fish lançarem, também pela Deckdisc, o seu “dual disc”, que traz o álbum Zero a Um no lado CD e clipes e documentários no lado DVD. O formato é compatível com CD-players e aparelhos de DVD convencionais.

Pelas bandas de cá
Formada em 2001, a Natureza Humana é mais uma banda de Florianópolis que acaba de lançar seu disco de forma independente. Com a Cara e a Coragem traz canções que seguem o estilo rock-pop e que, segundo o guitarrista da banda, Leandro Bolsoni, abordam os mais diversos temas, sempre passando mensagens positivas, de caráter social e de preservação ambiental.

Cidadão Quem
A banda gaúcha apresenta o show Acústico no dia 24, um domingo, no Teatro do CIC, a partir das 20h. Para quem ainda não conhece o trabalho da Cidadão Quem, o CD gravado no Teatro São Pedro, em Porto Alegre, é um ótimo cartão de visitas com músicas e letras inspiradas.

Para envio de sugestões (discos, shows, etc), escreva para agenteinforma@ig.com.br, colocando “7 notas” no campo “Assunto”.

Redação e edição: Alexandre Gonçalves

Reprodução permitida, desde que solicitada por email ou nos comentários.

Edição anterior.

segunda-feira, 12 de julho de 2004

13 de julho, Dia Mundial do Rock

Para marcar o Dia Mundial do Rock, comemorado nesta terça-feira, reproduzo abaixo a entrevista que fiz com o jornalista e pesquisador Marcelo Fróes e publiquei na newsletter Alex Informa, que produzi entre 2000 e 2001 (outro dia falo mais dessa minha experiência profissional).
Autor do livro Jovem Guarda - Em Ritmo de Aventura (Editora 34), Fróes analisa na entrevista a seguir a importância do movimento que lançou Roberto e Erasmo Carlos para a criação de uma cultura jovem no Brasil. E sob esse aspecto, a inclusão do jovem como peça-chave do mercado consumidor. Fróes também analisa a equação música-jovens-mercado nas décadas seguintes à Jovem Guarda.


ALEX INFORMA - Você considera que a Jovem Guarda representa a inserção do público jovem no mercado consumidor brasileiro?

MARCELO FRÓES - Sim, com certeza a Jovem Guarda – desde a pré-Jovem Guarda de Celly Campello, na verdade - foi o primeiro grande momento em que o público jovem teve cultura pra consumir. Mas, de certa forma, também foi assim porque coincidiu com o avanço da tecnologia de áudio - com o surgimento dos primeiros aparelhos hi-fi, além dos velhos e quebradiços bolachões de 78 RPM terem dado lugar aos compactos de 33 e 1/3. Os LPs começaram a ser prensados em vinil mais resistente e em estéreo.

ALEX INFORMA - Que iniciativas ligadas à criação e a promoção do Movimento Jovem Guarda, você destaca como as mais importantes?

FRÓES - A conjugação de programa de televisão com disco na loja foi fundamental, pois era sinal verde para execução em rádio. Com esses três elementos, a Jovem Guarda estabeleceu-se sem depender de uma coisa: da mídia escrita. Assim, independentemente de crítica favorável (que não existia), os artistas firmaram-se. Com o final do programa, derrubou-se um forte alicerce. Aos poucos, Perderam espaço em rádio. Ainda assim, a
Jovem Guarda continua vendendo discos. Todos que lançam vendem, e um exemplo foi o sucesso da série de 25 CDs lançada pela Sony - com os LPs originais de Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, Wanderléa, Leno & Lilian e muitos outros, que produzi em 1998 e que vendeu mais de 100 mil peças. Tanto que em 2000 a série desdobrou-se em 24 títulos duplos (48 CDs!).

ALEX INFORMA - De lá para cá, como você avalia a participação dos jovens em movimentos ligadas à música, nos anos 80, por exemplo?

FRÓES - Após um período estranho para a música nos anos 70 - quando prevaleceu a MPB engajada na política, não necessariamente falante ao jovem, além da disco-music que era mais dança que música -, o jovem brasileiro descobriu que o rock não tinha cara de bandido no início dos anos 80, quando surgiram nomes como Leo Jaime, Lulu Santos e Blitz. Da mesma forma como nos anos 60, jovens que não sabiam tocar instrumentos começaram a agrupar-se em grupos que - descobertos pelas gravadoras - eram contratados por qualquer motivo, numa época em que ainda se lançava compactos no Brasil. Então foi uma quantidade enorme de lançamentos e de bandas que em nada deram, mas em compensação muitos dos que começaram sem saber nada de música logo aprenderam e estabeleceram-se definitivamente.

ALEX INFORMA - E nos anos 90, com a chegada da MTV? A indústria da música se profissionalizou demais? Quem manda mais nas gravadoras: diretor de marketing ou o diretor artístico?

FRÓES - O artístico não vai muito longe sem a assinatura do marketing. Mas, de qualquer forma, estes dois também dependem de uma assinatura que tornou-se fundamental quando, após a empolgação do Plano Real em 1994/1995, todos caíram na real: a do diretor de vendas que dita o que vai vender. Ou seja, é o diretor de vendas que diz aquilo que seu departamento arrisca-se em tentar colocar nas lojas.