Para quem leu as edições da revista Bizz entre 85 e 90, com várias reportagens sobre as origens da Legião Urbana e sobre o tal rock de Brasília, Somos tão jovens não traz grandes novidades. Incomoda um pouco o fato de ser uma cinebiografia autorizada pela família de Renato Russo e por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da banda, respectivamente. Nesses casos, as licenças poéticas ficam sempre sob suspeita. O baixista Renato Rocha, por exemplo, expulso da banda depois do disco Que país é este? é ignorado pelo filme.
Mas o lado bom desse tipo de filme - preservar a obra de um grande artista - compensa.
Depois de tantas coletâneas caça-níquel, tributos tortos (isso, por exemplo, é uma merda), um cata-espólio sem precedentes, ganhamos um motivo novo, diferente, inspirador para ouvir e tocar Legião no carro, em casa, na reunião da turma do colégio, no luau...
Faltou um capricho maior na escolha do elenco jovem que forma as bandas que surgiram no embalo do Aborto Elétrico. Todos muito fracos, inexpressivos com exceção ao que interpreta o baterista Fê Lemos. Mas ok, não foi tempo perdido...
Assista ao trailer.
Agora é esperar pelo filme Faroeste Caboclo, baseado na música de Renato e que estreia dia 30 de maio. Promete.
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domingo, 12 de maio de 2013
Não foi tempo perdido
domingo, 14 de outubro de 2012
Marketing no tom certo

Surpreso positivamente. A ação passou longe de ser um spam ou uma mensagem indesejada. Devem ter visto minha foto e me identificaram como um cliente em potencial (quem sabe...), diferente de quem me manda convites para baladas sertanejas ou feijoadas com pagode - temas que não estão na minha pauta nem na minha lista de preferências.
O pessoal da Blackbird (aliás, nome de uma das clássicas dos Beatles) escreveu: “A loja, com sede na rua Padre Roma, vai oferecer camisetas de diversas marcas, com estampas cheias de estilo e originalidade. Quem gosta de música, cinema e cultura pop, e mais, gosta de andar por aí exibindo essas preferências, certamente vai se identificar com o perfil da loja”.
Como isso costuma ser raro - acertar no tom e no foco da mensagem - publico o flyer que mandaram junto com a mensagem para premiar a iniciativa.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Politicamente equivocado
O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) virou motivo de piada nas redes sociais depois de declarar que irá pedir na Justiça a retirada de cartaz da comédia Ted. Sem observar o aviso que o filme do urso de pelúcia que ganha vida não é recomendado para menores de 16 anos por conter abordagem de drogas, conteúdo sexual e linguagem imprópria, Queiroz levou o filho de 11 ao cinema e acabou "surpreendido" pelo teor politicamente incorreto de Ted. Teor que os fãs do diretor Seth MacFarlane - meu caso - já conhecem das animações Uma família da pesada, American Dad e The Cleveland Show.
No embalo da atitude equivocada do deputado (e dizem que o analfabeto é o Tiririca...), Frank criou a charge abaixo.

E se quer dar boas risadas - do filme e não de um deputado que pensa em ressuscitar a censura - recomendo ir ao cinema para assistir Ted. Você - com mais de 16 anos, é claro - não estará rindo sozinho (experiência própria).
Assista ao trailer.
No embalo da atitude equivocada do deputado (e dizem que o analfabeto é o Tiririca...), Frank criou a charge abaixo.

E se quer dar boas risadas - do filme e não de um deputado que pensa em ressuscitar a censura - recomendo ir ao cinema para assistir Ted. Você - com mais de 16 anos, é claro - não estará rindo sozinho (experiência própria).
Assista ao trailer.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Uma homenagem a Buddy Holly, o aniversariante do dia
Se vivo fosse, Buddy Holly, um dos mais importantes e influentes nomes da primeira geração do rock, estaria completando 76 anos neste 7 de setembro. Para marcar a data, presto mais do que uma homenagem, mas um serviço de utilidade pública para quem gosta de ouvir e de fazer música, publicando aqui no Coluna Extra a raríssima cinebiografia The Buddy Holly Story, que somente em maio desse ano chegou ao YouTube. Lançado em 1979, o filme conta a trajetória de Buddy, encerrada tragicamente num acidente aéreo no dia em que a música morreu, revelando um músico criativo que sempre soube exatamente o que queria. Não por acaso, brigou para produzir os próprios discos - algo raro na época.
Aproveite o feriado e assista The Buddy Holly Story.
Aproveite o feriado e assista The Buddy Holly Story.
sábado, 18 de agosto de 2012
Três vezes Elvis
Fãs do mundo inteiro prestaram suas homenagens a Elvis Presley no dia de ontem, 17 de agosto, por conta dos 35 anos da morte (será?) do Rei do Rock. Presto a minha hoje aqui no Coluna Extra com a publicação de três momentos cruciais na carreira do filho da dona Gladys.: o primeiro disco completo (1955), o especial para a TV Comeback (1968) e um dos últimos shows dele (junho de 1977).
Bônus: assista Viva Las Vegas, de 1964, um dos filmes mais bacanas de Elvis.
Mais sobre o filme.
Bônus: assista Viva Las Vegas, de 1964, um dos filmes mais bacanas de Elvis.
Mais sobre o filme.
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Redação Plano E
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11:47:00
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Música
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Filmão
O colega jornalista Gabriel Rocha, que sabe tudo sobre quadrinhos, esteve ontem na cabine de imprensa de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que aconteceu no Cinesystem do shopping Iguatemi, em Florianópolis. As impressões completas dele sobre o filme, que estreia sexta nos cinemas, estarão no caderno Plural, do jornal Notícias do Dia desta quinta-feira. Para o Coluna Extra, Gabriel escreveu o seguinte post:
Trilogia encerrada em grande estilo
por Gabriel Rocha
Com Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Christopher Nolan dá um belo encerramento para a trilogia começada em 2005. O filme se passa oito anos depois dos eventos de O Cavaleiro das Trevas. Por ter assumido o assassinato de Harvey Dent (o Duas-Caras) e a responsabilidade por seus crimes, Batman cai em desgraça e se aposenta. Bruce Wayne, seu alter-ego, entra em depressão após a morte de sua namorada e vive em reclusão. Christian Bale encarna o Cruzado de Capa com maestria mais uma vez.
O vilão agora é o brutamontes Bane (Tom Hardy). Apesar de ser um personagem fraco nas histórias em quadrinhos, Nolan conseguiu tornar o personagem interessante. O troglodita consegue tomar o poder em Gotham e leva o caos à cidade.
A estonteante Anne Hathaway vive Selina Kyle, a Mulher-Gato. A ladra de joias também rouba o coração do homem-morcego. Em sua vida civil, o malandrão Bruce Wayne se envolve com a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard).

Novamente Batman tem o apoio fundamental do mordomo Alfred (Michael Caine), do cientista Lucius Fox (Morgan Freeman) e do Comissário Gordon. O herói também ganha um novo aliado, o policial novato John Blake (Joseph Gordon-Levitt).
Com quase três horas de duração, o filme está longe de ser cansativo. Nolan consegue deixar o público tenso o tempo todo. Filmão.
Assista ao trailer.
Trilogia encerrada em grande estilo
por Gabriel Rocha
Com Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Christopher Nolan dá um belo encerramento para a trilogia começada em 2005. O filme se passa oito anos depois dos eventos de O Cavaleiro das Trevas. Por ter assumido o assassinato de Harvey Dent (o Duas-Caras) e a responsabilidade por seus crimes, Batman cai em desgraça e se aposenta. Bruce Wayne, seu alter-ego, entra em depressão após a morte de sua namorada e vive em reclusão. Christian Bale encarna o Cruzado de Capa com maestria mais uma vez.
O vilão agora é o brutamontes Bane (Tom Hardy). Apesar de ser um personagem fraco nas histórias em quadrinhos, Nolan conseguiu tornar o personagem interessante. O troglodita consegue tomar o poder em Gotham e leva o caos à cidade.
A estonteante Anne Hathaway vive Selina Kyle, a Mulher-Gato. A ladra de joias também rouba o coração do homem-morcego. Em sua vida civil, o malandrão Bruce Wayne se envolve com a empresária Miranda Tate (Marion Cotillard).

Novamente Batman tem o apoio fundamental do mordomo Alfred (Michael Caine), do cientista Lucius Fox (Morgan Freeman) e do Comissário Gordon. O herói também ganha um novo aliado, o policial novato John Blake (Joseph Gordon-Levitt).
Com quase três horas de duração, o filme está longe de ser cansativo. Nolan consegue deixar o público tenso o tempo todo. Filmão.
Assista ao trailer.
domingo, 10 de junho de 2012
Boas risadas com Deus da Carnificina
Fui assistir Deus da Carnificina sabendo apenas duas coisas sobre o filme: o diretor (Roman Polanski) e o elenco (Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly e Christoph Waltz). Nesta circunstância, o risco de se deparar com uma bomba é sempre grande. Mas foi bem o contrário. Deus da Carnificina foi uma agradável surpresa, uma comédia de arrancar gargalhadas pelo enredo, pelo elenco, pelos personagens, pelo ritmo e, principalmente, pelos diálogos - os melhores que vi nos últimos tempos - com pitadas variadas de nonsense, ironia, sarcasmo e acidez. Bom demais.

Assista ao trailer (ou não; vá no escuro também).

Assista ao trailer (ou não; vá no escuro também).
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Cinema de Florianópolis exibe show ao vivo do Los Hermanos no dia 31
O CineEspaço do shopping Beiramar, em Florianópolis, está na lista dos cinemas que irão transmitir ao vivo, no próximo dia 31, o show que a banda Los Hermanos faz no Espaço das Américas, em São Paulo, a partir das 22h, como parte das comemorações dos seus 15 anos de fundação. Esta é a primeira transmissão deste tipo envolvendo uma banda brasileira. De acordo com informações postadas no perfil da banda no Facebook, os ingressos custarão R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia entrada) e começam a ser vendidos nesta quarta-feira, dia 23, no site www.cinelive.com.br.

A seguir, a lista das cidades e das salas onde os fãs poderão assistir ao show.
Belo Horizonte - Cinearte do Minas Shopping e Cinemark Savassi.
Brasília - Severiano Ribeiro do Kinoplex Park Shop e Cinemark Pier 21.
Campinas - Cineflix Galeria Shopping.
Caruaru - Center Plex Caruaru.
Curitiba - UCI Palladium.
Florianópolis - CineEspaço Beiramar.
Fortaleza - UCI do Shopping Iguatemi e Center Plex do Shopping Via Sul.
João Pessoa - Cinespaço MAG Shopping.
Juiz de Fora - UCI Independência.
Maceió - Centerplex do Patio Maceió.
Maringá - Cineflix Maringá Park.
Niterói - Cinemark Niterói.
Porto Alegre - Cineflix do Shopping Total.
Recife - UCI do Shopping Center Recife.
Ribeirão Preto - UCI Ribeirão Shopping.
Rio de Janeiro - Espaço Itaú Praia Botafogo, Serveriano Ribeiro do Kinoplex Tijuca, UCI New York City Center, Severiano Ribeiro do Fashion Mall, Cinemark Botafogo e Cinemark Downtown.
Salvador - Cinemark Salvador Shopping.
Santos - Roxy Santos.
São José dos Campos - Cineflix Shopping Vale Sul.
São Paulo - Serveriano Ribeiro Shopping Vila Olímpia, UCI Shopping Jardim Sul, Espaço Itaú Frei Caneca, Cinermark Santa Cruz, Cinemark Eldorado e Cinemark Market Place.
Sorocaba - Cinespaço Villagio Sorocaba.

A seguir, a lista das cidades e das salas onde os fãs poderão assistir ao show.
Belo Horizonte - Cinearte do Minas Shopping e Cinemark Savassi.
Brasília - Severiano Ribeiro do Kinoplex Park Shop e Cinemark Pier 21.
Campinas - Cineflix Galeria Shopping.
Caruaru - Center Plex Caruaru.
Curitiba - UCI Palladium.
Florianópolis - CineEspaço Beiramar.
Fortaleza - UCI do Shopping Iguatemi e Center Plex do Shopping Via Sul.
João Pessoa - Cinespaço MAG Shopping.
Juiz de Fora - UCI Independência.
Maceió - Centerplex do Patio Maceió.
Maringá - Cineflix Maringá Park.
Niterói - Cinemark Niterói.
Porto Alegre - Cineflix do Shopping Total.
Recife - UCI do Shopping Center Recife.
Ribeirão Preto - UCI Ribeirão Shopping.
Rio de Janeiro - Espaço Itaú Praia Botafogo, Serveriano Ribeiro do Kinoplex Tijuca, UCI New York City Center, Severiano Ribeiro do Fashion Mall, Cinemark Botafogo e Cinemark Downtown.
Salvador - Cinemark Salvador Shopping.
Santos - Roxy Santos.
São José dos Campos - Cineflix Shopping Vale Sul.
São Paulo - Serveriano Ribeiro Shopping Vila Olímpia, UCI Shopping Jardim Sul, Espaço Itaú Frei Caneca, Cinermark Santa Cruz, Cinemark Eldorado e Cinemark Market Place.
Sorocaba - Cinespaço Villagio Sorocaba.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Mais Raul Seixas
Além do post que publiquei aqui no Coluna Extra, também escrevi um resenha sobre o documentário Raul: O início, o fim e o meio para o caderno Plural do jornal Notícias do Dia desta sexta.

Reproduzo abaixo o trecho inicial da resenha.
Estreia nesta sexta-feira nos cinemas de Florianópolis o documentário “Raul: O início, o fim e o meio”, do diretor Walter Carvalho, que é uma costura eficiente entre a vida e a trajetória musical de Raul Seixas. A produção mostra desde a infância em Salvador, contada por amigos de Elvis Rock Clube, do qual Raul era o associado número nove, ao mergulho no alcoolismo que o levou à morte em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, passando pela criação da Sociedade Alternativa, inspirada nas pregações do bruxo inglês Aleister Crowley.
Desde cedo, ainda na capital baiana, Raul quis conquistar seu espaço na música. Montou seu grupo – o Raulzito e Os Panteras – até que em meados dos anos 60 foi levado para o Rio de Janeiro por Jerry Adriani (que não está no documentário) para ser produtor na gravadora CBS. Mas na primeira oportunidade (na ausência do diretor da gravadora), entrou em estúdio para gravar e lançar o disco “Sociedade da Grã-Ordem Cavernista”, ao lado de Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.
Leia o texto completo no site do Notícias do Dia.

Reproduzo abaixo o trecho inicial da resenha.
Estreia nesta sexta-feira nos cinemas de Florianópolis o documentário “Raul: O início, o fim e o meio”, do diretor Walter Carvalho, que é uma costura eficiente entre a vida e a trajetória musical de Raul Seixas. A produção mostra desde a infância em Salvador, contada por amigos de Elvis Rock Clube, do qual Raul era o associado número nove, ao mergulho no alcoolismo que o levou à morte em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, passando pela criação da Sociedade Alternativa, inspirada nas pregações do bruxo inglês Aleister Crowley.
Desde cedo, ainda na capital baiana, Raul quis conquistar seu espaço na música. Montou seu grupo – o Raulzito e Os Panteras – até que em meados dos anos 60 foi levado para o Rio de Janeiro por Jerry Adriani (que não está no documentário) para ser produtor na gravadora CBS. Mas na primeira oportunidade (na ausência do diretor da gravadora), entrou em estúdio para gravar e lançar o disco “Sociedade da Grã-Ordem Cavernista”, ao lado de Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star.
Leia o texto completo no site do Notícias do Dia.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Raul na tela do cinema
Entre tantos documentários musicais lançados nos últimos nos cinemas brasileiros (Arnaldo Baptista, Herbert Vianna, Wilson Simonal, Caetano Veloso, Titãs...) faltava justamente ele, Raul Seixas, que na infância sonhava virar artista de Hollywood, chegar à telona. E chegou - em Florianópolis com o costumeiro atraso - com Raul: O início, o fim e o meio, do diretor Walter Carvalho (Cazuza - o tempo não pára, Budapeste, Janela da Alma).
Por mais que já tenha sido contada em livros e em documentários para TV, impossível não ser impactado mais uma vez pela história de Raulzito. Foi com essa sensação que sai da cabine de imprensa do documentário realizada pela manhã hoje no Cinesystem do Iguatemi aqui de Florianópolis. Vi na tela o grande artista da música brasileira e sua imensa lista de clássicos e o homem apaixonado comprovado pelos depoimentos de suas ex-esposas. Também estava lá o mito, o místico, o contestador, o provocador, o ecologista, o parceiro, o filho, o irmão, o amigo e o pai. Pena que também vi o Raul engolido principalmente pela bebida, o que o levou ao ostracismo e posteriormente à morte.
Raul: O início, o fim e o meio estará nas salas de cinema de Florianópolis a partir desta sexta-feira.

Segue a sinopse do documentário e logo a baixo o trailer oficial.
Na infância, Raul Seixas cultivou duas paixões: a música e o cinema. Seu sonho era acabar em Hollywood, fazendo um filme. Adolescente, já fumante e sem dispensar uma birita, assistia a sessões contínuas de Balada Sangrenta (King Creole), com seu ídolo Elvis Presley. Ao lado de outros adolescentes, Raulzito foi um dos fundadores do primeiro clube de rock do Brasil – o Elvis Rock Clube, em Salvador. Começava a nascer o mito que mudaria os rumos da MPB.
Em 1968, lançou seu primeiro álbum,Raulzito e Os Panteras. O entusiasmo de Raul pelo rock coincidia com uma época efervescente de contracultura. Nas telas, Easy Rider, com Peter Fonda e Dennis Hopper contestava o establishment e convidava alternativos de várias bandeiras a colocarem o pé na estrada. Com musicalidade inovadora, Raul começou a celebrar o casamento do baião com guitarra elétrica, de Luiz Gonzaga com Elvis Presley.
Raul: O início, o fim e o meio constrói o percurso artístico e pessoal de um dos músicos mais originais do país, que explodiu para o país no Festival Internacional da Canção de 1972 com “Let me sing, let me sing”. Em 1973, ele lançou um dos seus maiores sucessos – “Ouro de Tolo” – crítica sutil e sofisticada à ditadura militar e ao milagre econômico. No ano seguinte, tem início a parceria com Paulo Coelho, então símbolo da contracultura. Ambos criam uma espécie de Sociedade Alternativa, inspirada nas pregações do bruxo inglês Aleister Crowley. A dupla foi presa, Raul passou um período exilado nos Estados Unidos e voltou ao Brasil.
O baiano magro, cabeludo, inquieto e irreverente passou por várias metamorfoses ao longo de sua carreira que, apesar de altos e baixos, angariou a fidelidade de fãs. Com apenas com um álbum, Gita, chegou a vender 600 mil cópias.
Capítulos como drogas, misticismo, magia negra, problemas de saúde decorrentes da bebida são abordados através de 50 depoimentos. Entre os entrevistados estão familiares (o irmão Plínio Seixas), amigos de adolescência (Waldir Serrão), admiradores (Caetano Veloso, Pedro Bial), e parceiros, como Paulo Coelho e Marcelo Nova, este responsável pela realização de 50 shows pelo país nos últimos meses de vida. A conturbada vida pessoal é lembrada através de depoimentos corajosos e surpreendentes de ex-duas esposas (Edith e Glória), três ex-companheiras (Tânia, Kika e Lena), três filhas e um neto.
Falecido prematuramente aos 44 anos em 1989, o músico deixou uma legião de fãs de várias gerações, sempre disposta a disparar um “toca Raul” em shows através do país. A data de sua morte, 21 de agosto, é celebrada, anualmente, com uma passeata em São Paulo. É o artista morto que mais vende discos no país – cerca de 300 mil por ano.
Por mais que já tenha sido contada em livros e em documentários para TV, impossível não ser impactado mais uma vez pela história de Raulzito. Foi com essa sensação que sai da cabine de imprensa do documentário realizada pela manhã hoje no Cinesystem do Iguatemi aqui de Florianópolis. Vi na tela o grande artista da música brasileira e sua imensa lista de clássicos e o homem apaixonado comprovado pelos depoimentos de suas ex-esposas. Também estava lá o mito, o místico, o contestador, o provocador, o ecologista, o parceiro, o filho, o irmão, o amigo e o pai. Pena que também vi o Raul engolido principalmente pela bebida, o que o levou ao ostracismo e posteriormente à morte.
Raul: O início, o fim e o meio estará nas salas de cinema de Florianópolis a partir desta sexta-feira.

Segue a sinopse do documentário e logo a baixo o trailer oficial.
Na infância, Raul Seixas cultivou duas paixões: a música e o cinema. Seu sonho era acabar em Hollywood, fazendo um filme. Adolescente, já fumante e sem dispensar uma birita, assistia a sessões contínuas de Balada Sangrenta (King Creole), com seu ídolo Elvis Presley. Ao lado de outros adolescentes, Raulzito foi um dos fundadores do primeiro clube de rock do Brasil – o Elvis Rock Clube, em Salvador. Começava a nascer o mito que mudaria os rumos da MPB.
Em 1968, lançou seu primeiro álbum,Raulzito e Os Panteras. O entusiasmo de Raul pelo rock coincidia com uma época efervescente de contracultura. Nas telas, Easy Rider, com Peter Fonda e Dennis Hopper contestava o establishment e convidava alternativos de várias bandeiras a colocarem o pé na estrada. Com musicalidade inovadora, Raul começou a celebrar o casamento do baião com guitarra elétrica, de Luiz Gonzaga com Elvis Presley.
Raul: O início, o fim e o meio constrói o percurso artístico e pessoal de um dos músicos mais originais do país, que explodiu para o país no Festival Internacional da Canção de 1972 com “Let me sing, let me sing”. Em 1973, ele lançou um dos seus maiores sucessos – “Ouro de Tolo” – crítica sutil e sofisticada à ditadura militar e ao milagre econômico. No ano seguinte, tem início a parceria com Paulo Coelho, então símbolo da contracultura. Ambos criam uma espécie de Sociedade Alternativa, inspirada nas pregações do bruxo inglês Aleister Crowley. A dupla foi presa, Raul passou um período exilado nos Estados Unidos e voltou ao Brasil.
O baiano magro, cabeludo, inquieto e irreverente passou por várias metamorfoses ao longo de sua carreira que, apesar de altos e baixos, angariou a fidelidade de fãs. Com apenas com um álbum, Gita, chegou a vender 600 mil cópias.
Capítulos como drogas, misticismo, magia negra, problemas de saúde decorrentes da bebida são abordados através de 50 depoimentos. Entre os entrevistados estão familiares (o irmão Plínio Seixas), amigos de adolescência (Waldir Serrão), admiradores (Caetano Veloso, Pedro Bial), e parceiros, como Paulo Coelho e Marcelo Nova, este responsável pela realização de 50 shows pelo país nos últimos meses de vida. A conturbada vida pessoal é lembrada através de depoimentos corajosos e surpreendentes de ex-duas esposas (Edith e Glória), três ex-companheiras (Tânia, Kika e Lena), três filhas e um neto.
Falecido prematuramente aos 44 anos em 1989, o músico deixou uma legião de fãs de várias gerações, sempre disposta a disparar um “toca Raul” em shows através do país. A data de sua morte, 21 de agosto, é celebrada, anualmente, com uma passeata em São Paulo. É o artista morto que mais vende discos no país – cerca de 300 mil por ano.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Letras monstruosas
Para quem gosta de cinema, um abecedário animado, produção francesa, que faz referência a personagens de filmes e séries de suspense e de terror. Cada letra, um personagem. Fiz a lista dos que consegui identificar e deixei em branco os demais para quem quiser completá-la.
A - Alien
B - Beetlejuice (Os Fantasmas se Divertem)
C - Chuck (O Brinquedo Assassino)
D - Dexter
E - ET
F - Freedy Krueger (A Hora do Pesadelo)
G - Godzilla
H - Hulk
I -
J - Jason (Sexta-Feira 13)
K - King Kong
L - Lecter Hannibal (O Silêncio dos Inocentes)
M - Múmia
N - Nosferatu
O -
P - Pinhead (Hellraiser)
Q -
R -
S -
T -
U -
V - (Darth) Vader
W - Wolf
X -
Y -
Z -
terça-feira, 6 de março de 2012
South Park vai ao cinema
Coleção bacana publicada no blog Thaeger de cartazes com versões ao estilo South Park para sucessos do cinema como Guerra nas Estrelas, Avatar e outros. Quem lembra do filme no cartaz abaixo?
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Acompanhe os tweets sobre a entrega do Oscar 2012
No módulo abaixo estão reunidos todos os tweets postados com #Oscars, a hashtag oficial da cobertura da entrega do Oscar 2012.
Postado por
Redação Plano E
às
22:40:00
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Gonzagão e Gonzaguinha na tela do cinema
Começaram no domingo, dia 11, as filmagens de Gonzagas – de pai para filho, filme do diretor Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), que conta a relação entre o sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991). No papel do Gonzagão está o sanfoneiro Nivaldo Expedito de Carvalho, de 31 anos, mais conhecido como Chambinho do Acordeon, escolhido entre cinco mil candidatos para interpretar o Rei do Baião dos 30 a 50 anos. Para interpretar Gonzaguinha, o ator escolhido foi Julio Andrade (Cão sem Dono). O longa-metragem tem previsão de estreia no segundo semestre de 2012, quando será comemorado o centenário do nascimento de Gonzagão. Filme para ser vista, com certeza.
Para dar uma palinha, os Gonzagas cantando um trecho da clássica “Vida de viajante”, numa gravação de 1979 para a TV Globo (acompanhados por Wagner Tiso).
Para dar uma palinha, os Gonzagas cantando um trecho da clássica “Vida de viajante”, numa gravação de 1979 para a TV Globo (acompanhados por Wagner Tiso).
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Beatle George
Saiu o primeiro trailer de Living in the Material World, documentário sobre George Harrison, dirigido por Martin Scorsese, com lançamento previsto para outubro. O documentário conta com entrevistas dos Beatles Paul McCartney e Ringo Starr, além de amigos como Eric Clapton, os Monty Python Terry Gilliam e Eric Idle, George Martin, Tom Petty, Phil Spector, entre outros.
Assista ao trailer.
Ouça “Beatle George”, a música de Júpiter Maça que inspirou o título do post.
Assista ao trailer.
Ouça “Beatle George”, a música de Júpiter Maça que inspirou o título do post.
domingo, 14 de agosto de 2011
Caixa de surpresas
The Adventures of a Cardboard Box é o título do curta-metragem criado pelo Studiocanoe para o Nokia Shorts 2011 e que mostra, sem falas, as aventuras que um garoto pode criar e viver com uma caixa de papelão.
Assista, divirta-se e comece muito bem a semana.
Assista, divirta-se e comece muito bem a semana.
sábado, 23 de julho de 2011
O cartaz mente
Fui assistir Meia Noite em Paris com uma única informação como referência: novo filme de Woody Allen. Não li sinopse nem críticas. Também não assisti ao trailer. Melhor assim: a surpresa com a história foi ainda mais agradável. Me fez viajar no tempo. Em 1991, li Paris é uma festa, livro de Ernest Hemingway, citado pelo personagem de Owen Wilson no filme, para escrever minha primeira resenha no curso de Jornalimo da UFSC (achei uma porcaria, mas terei que reler para rever meus conceitos...).Mas quem viajou mesmo foi a distribuidora brasileira do filme. Acertaram em apenas traduzir o título original para o português, mas erraram - e erraram muito - no cartaz. Sem querer cortar o barato de quem ainda não assistiu ao filme, mas a imagem do cartaz original diz muito mais de Meia Noite em Paris do que o da versão brasileira que sugere um romance água com açúcar. Muito pelo contrário. O que menos tem no filme é este clima de proximidade entre o casal Gil (Owen Wilson) e Inez (Rachel Adams). “O cartaz original passa a ideia correta: um flâneur pelas ruas de Paris, sonhando com a Geração perdida e a década de 1920”, ensina a escritora Regina Carvalho em seu blog, o Crônicas da Regina. Aliás, o post da Regina sobre o filme é impecável, com todas as referências aos personsagens que surgem no filme. Leia no Crônicas da Regina.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Florianópolis ganha novas salas de cinema a partir desta quarta-feira, dia 13
Depois de dois anos e meio, o Beiramar Shopping, no centro de Florianópolis, volta a contar com salas de cinema com a inauguração, nesta quarta-feira, dia 13, do Cinespaço. Serão cinco novas salas, sendo duas 3D, que ficaram localizadas no piso L4 do shopping. De acordo com a direção do complexo, a programação do Cinespaço não ficará restrita aos chamados blockbusters e incluirá também filmes cults e alternativos. A programação das salas de Florianópolis poderá ser conferida a partir de amanhã no site www.cinespaco.com.br.
Confira fotos das novas salas do Beiramar.


Confira fotos das novas salas do Beiramar.


domingo, 10 de julho de 2011
A surpresa de Cilada.com
Cilada.com, comédia escrita e estrelada por Bruno Mazzeo, estreou na última sexta-feira com potencial para levar muita gente aos cinemas por conta própria, mas também pelos muitos pontos em comum com Os Normais - O Filme. É baseado numa série de TV (que segue sendo reprisada no Multishow); tem o mesmo diretor (José Alvarenga Júnior); usa e abusa de clichês que arrancam boas risadas (há uma piada com sombras semelhante a uma de Os Normais); e o roteiro mistura trapalhadas e mal entendidos em clima de romance.
No caso de Cilada.com, a surpresa foi ouvir “Por tudo o que for”, uma das melhores baladas do Lobão, costurando vários momentos do filme. Bela escolha (“Por tudo o que for” foi gravada originalmente em 1988 no disco Cuidado!).
Assista ao clipe de “Por tudo o que for” que mostra cenas do filme e de Lobão no estúdio regravando a música especialmente para a trilha.
Assista ao trailer de Cilada.com.
Mais sobre Cilada.com: www.ciladaofilme.com.br
No caso de Cilada.com, a surpresa foi ouvir “Por tudo o que for”, uma das melhores baladas do Lobão, costurando vários momentos do filme. Bela escolha (“Por tudo o que for” foi gravada originalmente em 1988 no disco Cuidado!).
Assista ao clipe de “Por tudo o que for” que mostra cenas do filme e de Lobão no estúdio regravando a música especialmente para a trilha.
Assista ao trailer de Cilada.com.
Mais sobre Cilada.com: www.ciladaofilme.com.br
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Foo Figthers no cinema #FooFightersFilm
Atualizado em 25 de junho, às 2h50min: Fui assistir Back and Forth nesta sexta, no Cinesystem do shopping Iguatemi, e logo nos primeiros minutos o documentário me fez lembrar de um fato importante: sem a pegada de Dave Grohl, o então baterista do Nirvana, logo na introdução, “Smells like a teen spirit” muito provavelmente não teria o mesmo impacto. Acho que só hoje me dei conta disso - antes tarde do nunca.
Back and Forth é isso: o resgate da história do Foo Fighters, a partir da trajetória pessoal e musical de cada um dos integrantes da banda, com os fantasmas do Nirvana e de Kurt Cobain rondando a área. E como dá para ler nos comentários publicados no Twitter com a tag #FooFightersFilm, o documentário faz aumentar a admiração pela banda, que começou de forma despretensiosa, quase como uma terapia para Dave Grohl pós-morte de Kurt Cobain, passou por altos e baixos com troca de integrantes, muitas discussões, algumas crises, incluindo uma overdose do baterista Taylor Hawkings, e acabou se consolidando como a grande banda de rock da atualidade, com grandes sucessos e shows para milhares de fãs (destaque para o show no estádio de Wembley, em Londres, para 85 mil pessoas). Por tudo isso, mais o show em 3D (somando tudo dá 3h de projeção), é que eu gosto ainda mais de Foo Fighters.
Por fim, muito bom ver a sala do Cinesystem lotada. Pena que Back and Forth ficará pouco tempo em cartaz - só até este sábado, dia 25.
Estreia hoje nos cinemas do Brasil o documentário Back and Forth, do Foo Fighters. Em Florianópolis, as sessões acontecem hoje e amanhã no Cinesystem (Iguatemi, às 23h) e no Cinemark (Floripa Shopping, às 23h59min).
Back and Forth faz uma retrospectiva dos 16 anos da Foo Figthers que, na minha opinião, é a principal de rock da atualidade, além de destacar os bastidores da gravação do disco Wasting Light. O documentário termina com um show da banda, exibido em 3D.
Assista ao trailer.
Mais Foo Fighters no Coluna Extra.
Back and Forth é isso: o resgate da história do Foo Fighters, a partir da trajetória pessoal e musical de cada um dos integrantes da banda, com os fantasmas do Nirvana e de Kurt Cobain rondando a área. E como dá para ler nos comentários publicados no Twitter com a tag #FooFightersFilm, o documentário faz aumentar a admiração pela banda, que começou de forma despretensiosa, quase como uma terapia para Dave Grohl pós-morte de Kurt Cobain, passou por altos e baixos com troca de integrantes, muitas discussões, algumas crises, incluindo uma overdose do baterista Taylor Hawkings, e acabou se consolidando como a grande banda de rock da atualidade, com grandes sucessos e shows para milhares de fãs (destaque para o show no estádio de Wembley, em Londres, para 85 mil pessoas). Por tudo isso, mais o show em 3D (somando tudo dá 3h de projeção), é que eu gosto ainda mais de Foo Fighters.
Por fim, muito bom ver a sala do Cinesystem lotada. Pena que Back and Forth ficará pouco tempo em cartaz - só até este sábado, dia 25.
[post original]Estreia hoje nos cinemas do Brasil o documentário Back and Forth, do Foo Fighters. Em Florianópolis, as sessões acontecem hoje e amanhã no Cinesystem (Iguatemi, às 23h) e no Cinemark (Floripa Shopping, às 23h59min).
Back and Forth faz uma retrospectiva dos 16 anos da Foo Figthers que, na minha opinião, é a principal de rock da atualidade, além de destacar os bastidores da gravação do disco Wasting Light. O documentário termina com um show da banda, exibido em 3D.
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